
“Querido Marco, pecado que empenhos sérios te prendam em Livorno; caso contrário você certamente estaria conosco para dividir as alegrias e os inconvenientes de um acampamento há 2500 metros de altura, em pleno frio do mês de novembro. Fomos com a intenção de acampar em Bessanese. Quando chegamos a Balme e vimos a rocha cheia de neve, nos pareceu imprudência partir para Bessanese. Perdemos assim, quase duas horas até Balme e estávamos há duas horas do alojamento. Depois do Planalto dos Mortos, a neve começou a cair cada vez mais gelada e precisamos prosseguir com lentidão, porque não tínhamos as mãos livres para nos apoiarmos nas picaretas. O cansaço e a incerteza nos aconselharam a acampar ali mesmo. O bom amigo Ceruti se deu ao trabalho de providenciar o acampamento, encontrando uma rocha sobre a qual estava um teto pendente, onde se declinava um pouco de neve. Escavamos, então, um pequeno apartamento composto dos seguintes cômodos: um quarto de dormir para três, sala de jantar, cozinha, recepção, grande corredor com sacada, onde se podia gozar de uma magnífica vista que unia nosso apartamento com o apartamento número 100. O nosso magnífico apartamento media 1,50 metros de profundidade, 50 centímetros de largura e 40 centímetros de altura. O aquecimento estava com defeito mas, em compensação, a ventilação era muito boa e os ditames da higiene foram fiel e rigorosamente observados. Saudações terrorísticas! Robespierre”
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